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Quanto custa contratar na América Latina? O que as empresas dos EUA realmente devem prever no orçamento

Autor: Valentina Camacaro

Valentina Camacaro

5 min de leitura

Uma das primeiras perguntas que as empresas fazem ao explorar a contratação nearshore é direta: quanto custa contratar na América Latina?

É uma pergunta justa.

A economia de custos é um dos principais motivos pelos quais as empresas dos EUA começam a olhar para os talentos da América Latina.

Mas focar apenas no menor salário pode levar as empresas na direção errada.

A América Latina não é um único mercado de trabalho. A remuneração varia de acordo com o país, a profissão, a senioridade, a proficiência em inglês, a experiência especializada e se o candidato já trabalhou com empresas dos EUA.

Um profissional de finanças bilíngue com anos de experiência em contabilidade americana não deve ser comparado a um profissional administrativo em início de carreira só porque os dois vivem na América Latina.

A pergunta melhor é: quanto custa contratar alguém que realmente consiga fazer bem o trabalho?

Essa mudança faz diferença.

A General Staffing ajuda empresas a acessar talentos de alta qualidade da América Latina, com potencial de economia de até 70% em comparação com contratações equivalentes nos EUA. A oportunidade não está em encontrar a pessoa mais barata disponível. Está em aproveitar melhor o seu orçamento de contratação sem baixar o seu padrão.

Não existe um único “salário latino-americano”

Um dos erros mais fáceis de cometer é pesquisar o “salário médio na América Latina” e usar esse número como orçamento de contratação.

Esse número geralmente não ajuda muito.

Pense em como seria diferente o orçamento para um assistente executivo, um controller, um SDR, um engenheiro de software ou um recrutador sênior nos EUA. O mesmo princípio vale para a América Latina.

Funções diferentes têm remunerações diferentes. Níveis de experiência diferentes também.

E há outros fatores.

Um profissional que passou anos trabalhando diretamente com clientes dos EUA pode pedir mais do que alguém que está entrando pela primeira vez no mercado remoto americano. Um inglês avançado pode ampliar as opções de um candidato. Conhecimento especializado de software ou experiência no setor também.

A localização também importa.

As expectativas de remuneração na Colômbia, na Argentina, no México, no Brasil e em outros mercados da América Latina não são idênticas.

Por isso, começar com um orçamento arbitrário pode criar problemas.

Se for baixo demais, você pode atrair candidatos que não atendem aos requisitos.

Se for alto sem necessidade, você pode perder parte da vantagem financeira que o levou à contratação nearshore.

Um processo melhor começa com uma definição precisa da função e, em seguida, com o entendimento do que os bons candidatos para aquela posição específica esperam nos mercados relevantes.

Por que as empresas podem economizar até 70%?

A diferença de custo entre contratar nos EUA e na América Latina pode ser significativa.

Mas é importante entender por quê.

Uma remuneração menor não significa automaticamente talentos de menor qualidade.

Os EUA e os países latino-americanos operam em mercados de trabalho diferentes, com estruturas de remuneração e custos de vida locais diferentes. Um salário altamente competitivo para um profissional experiente na Colômbia, na Argentina ou em outro mercado da América Latina pode ainda ficar bem abaixo da remuneração esperada para uma função equivalente em uma grande cidade dos EUA.

Isso cria uma oportunidade para os dois lados.

O profissional tem acesso a um trabalho remoto significativo em uma empresa dos EUA, enquanto a empresa consegue montar sua equipe com mais eficiência.

Para algumas posições, essa diferença pode se traduzir em uma economia de até 70% em comparação com uma contratação nos EUA.

O erro é interpretar essa vantagem como permissão para fazer do preço o único critério de contratação.

Se uma empresa economiza, mas acaba com alguém que não tem as habilidades necessárias, tem dificuldade para se comunicar com a equipe ou precisa de supervisão constante, o salário menor não é grande vantagem.

Contratar com eficiência de custos é manter o padrão e mudar o lugar onde você procura talentos.

Isso significa avaliar o que a função realmente exige: experiência profissional, capacidade técnica, comunicação, proficiência em inglês quando necessário, fit cultural e alinhamento de horário de trabalho.

O salário não é o único custo de uma contratação

As empresas muitas vezes comparam os custos de contratação considerando apenas o salário.

Mas o custo real de contratar é maior do que o valor que aparece na oferta.

Pense no que acontece antes mesmo de alguém entrar na equipe.

Alguém precisa redigir e publicar a vaga. As candidaturas precisam ser analisadas. Os candidatos precisam ser encontrados. As entrevistas de triagem precisam acontecer. A experiência precisa ser avaliada. As entrevistas precisam ser coordenadas. As referências devem ser verificadas.

A contratação internacional pode acrescentar mais uma camada.

Os contratos precisam ser providenciados. A logística de pagamento precisa ser definida. As questões de compliance precisam ser tratadas.

E há ainda o custo interno que raramente aparece em uma planilha: o tempo.

Se um fundador, um chefe de departamento ou um membro sênior da equipe passa horas toda semana buscando candidatos, analisando candidaturas, coordenando entrevistas e cuidando de detalhes administrativos, esse tempo também tem um custo.

É aqui que o modelo de contratação se torna importante.

Fazer tudo por conta própria pode parecer mais barato porque não há um parceiro de staffing envolvido, mas a empresa absorve internamente toda a carga de recrutamento e operação.

Trabalhar com um parceiro de recrutamento nearshore é um investimento adicional, mas pode reduzir o tempo interno e a infraestrutura necessários para encontrar, avaliar, integrar e dar suporte ao novo contratado.

Nenhuma das abordagens é automaticamente a certa para todas as empresas.

O importante é comparar o processo de contratação como um todo, e não apenas um item da conta.

O que as empresas devem priorizar ao definir um orçamento de contratação na América Latina?

Comece pelo trabalho que você precisa que seja feito.

Não pelo país.

Não pelo desconto.

Não por um salário que você encontrou na internet.

Defina as responsabilidades, o nível de experiência, os requisitos de comunicação, o horário de trabalho, as habilidades técnicas e o conhecimento do setor que fariam alguém ter sucesso.

Depois, separe os requisitos das preferências.

Se um candidato precisa obrigatoriamente de cinco anos de experiência em contabilidade e conhecimento de U.S. GAAP, esses são critérios de triagem relevantes.

Se a experiência com uma plataforma de software específica seria útil, mas pode ser aprendida em uma semana, tratá-la como eliminatória pode reduzir o seu banco de talentos sem necessidade.

As empresas também devem pensar com cuidado nos requisitos de inglês.

Se o funcionário vai se comunicar com clientes dos EUA todos os dias, um inglês profissional avançado pode ser essencial.

Se a função é principalmente interna e altamente técnica, o requisito pode ser outro.

O mesmo vale para o alinhamento de fuso horário.

Para funções que exigem colaboração diária, estar online durante o horário comercial dos EUA pode ter um enorme valor prático. As perguntas são respondidas em tempo real. As reuniões acontecem com naturalidade.

Os projetos continuam avançando no mesmo dia de trabalho.

A ideia é decidir o que realmente gera valor para a função.

Quando esses fatores estão claros, fica muito mais fácil avaliar a remuneração.

Você deixa de perguntar: “Qual é a pessoa mais barata que podemos contratar?”

E passa a perguntar: “Quanto devemos investir para ter o nível de qualidade de que a nossa equipe realmente precisa?”

Essa é uma base muito melhor para uma contratação bem-sucedida.


Então, quanto custa contratar na América Latina?

Não existe um número único que se aplique a todas as empresas ou posições.

A resposta depende da função, da senioridade, do país, das habilidades, da proficiência em inglês, da experiência com os EUA e das expectativas quanto ao horário de trabalho.

O que as empresas podem encontrar é uma diferença significativa entre os mercados de remuneração dos EUA e da América Latina.

Para as funções certas, contratar na América Latina pode gerar uma economia de até 70% em comparação com a contratação nos EUA, e ainda assim dar às empresas acesso a profissionais experientes e motivados.

O segredo é não tratar essa economia como um objetivo em si.

A qualidade continua importando.

A comunicação continua importando.

O fit cultural continua importando.

O alinhamento de fuso horário continua importando.

E a triagem continua importando.

Quer saber como seria o seu orçamento de contratação na América Latina? Converse com a General Staffing sobre a vaga que você quer preencher, e nós vamos ajudar você a entender o que talentos de alta qualidade da América Latina podem significar para a sua equipe e o seu orçamento.

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